A Felicidade e seus hormônios: endorfina, ocitocina, dopamina e serotoni

A felicidade é um estado interior, um sentir-se de bem com a vida e consigo mesmo. É quanto basta para se ser, verdadeiramente, feliz. Porém, esse estado só depender dos hormônios que você mesmo produz, sabia disso?

Para a gente se sentir feliz é preciso que nosso corpo produza, de forma equilibrada, 4 hormônios principais: endorfina, ocitocina, dopamina e serotonina. E o equilíbrio entre eles, as quantidades de uns em relação a outros, é que vai nos dar uma sensação de maior felicidade, ou de mais cansaço e desânimo, ou de agitação e ansiedade, enfim, sensações que são rotineiras quando estamos estressados.

Afinal, o estresse nada mais é do que um não conseguir manter o equilíbrio interno, não é verdade? O que cada um desses hormônios – ou neurotransmissores – indicam para o nosso corpo?

  • Dopamina – continue buscando a recompensa, o prazer;
  • Endorfina – ignore a dor física;
  • Ocitocina – construa laços sociais;
  • Serotonina – obtenha o respeito do próximo, sinta-se parte de “Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.” (Loretta Breuning, livro Habits of a happy brain).

Mas, há o que a gente possa fazer para liberar esses neurotransmissores, formar mais, sintetizar, e assim ajudar na manutenção desse tão ansiado equilíbrio na vida. Endorfinas tiram a gente da dor e reduzem a dor na gente. Atuam como um analgésico ou morfina, dão uma leve euforia que mascara a dor física.

Mas, que coisas, ou atitudes, podem nos liberar mais endorfinas?

  • comer alimentos picantes (pimentas do gênero Capsicum, vermelhas ou verdes)
  • assistir a filmes tristes (segundo uma pesquisa feita em Oxford)

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

  • dançar, cantar e trabalhar em equipe ajudam tanto no aumento da tolerância à dor quanto na melhoria das relações sociais.

2. Serotonina

A serotonina te dá a certeza de que você é importante para os outros, que você faz parte de um contexto, por isso se chama o hormônio do amor. Com suficiente serotonina a gente dribla a sensação de se estar sozinho e a depressão que vem junto. Mas, o que fazer para liberar mais serotonina no nosso organismo?

  • fazer exercícios aeróbicos (caminhada, corrida e ciclismo)
  • recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.
  • olhar fotos antigas ou conversar com um amigo, reviver antigas lembranças, ris de histórias comuns engraçadas, tudo o que te ajude a refrescar a memória.
  • tomar sol, caminhar na natureza, sentir o vento no rosto

3. Dopamina

Dopamina em alta, equilibrada, nos abre as possibilidades para viver o prazer, sentir o amor e também a luxúria. É meio viciante a dopamina. Tem a ver mais com a motivação do que com o próprio prazer – uma avaliação do custo-benefício de uma ação. “Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, da Universidade de Connecticut (EUA).

Para aumentar seus níveis de dopamina você deve:

  • dar o primeiro passo para um objetivo traçado;
  • cumprir a meta que você se propôs;
  • achar “aquela” vaga para estacionar;
  • receber um presente ou;
  • ser promovido no seu trabalho;

Então, para aumentar a dopamina no seu sistema interno você precisa traçar seu plano de caminhada na vida, pequenas etapas, metas acessíveis, e comemorar os pequenos ganhos, se premiar quando tiver uma vitória. E pode inventar pequenas vitórias para ter direito a pequenos prêmios.

  • aquela pizza no final do mês;
  • um sorvetão no domingo de sol;
  • balançar na rede, sozinho com você mesmo (o direito de estar consigo mesmo é fundamental);

4. Ocitocina

A ocitocina, que também pode-se dizer, oxitocina, é conhecida como “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”. Não é à toa: sem ocitocina em quantidade não começa sequer o trabalho de parto então, esse hormônio está mesmo ligado aos primórdios da nossa existência como seres. Segundo Navneet Magon, obstetra indiano “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro. A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”.

Mas, como gerar mais ocitocina, então?

  • facílimo, com um abraço verdadeiro, peito a peito, coração a coração. Esta é a maneira mais fácil e rápida de se gerar ocitocina.
  • dar e receber presentes;
  • construir relações de confiança;
  • concretizar um vínculo emocional forte;

A ocitocina é considerada o hormônio-líder dos quatro hormônios da felicidade. É através da ocitocina que conseguimos desenvolver relacionamentos emocionais profundos.

AUTOR:  Alice Branco