Direitos femininos

Desde o final do Século 19, as mulheres mobilizaram-se no Brasil e no mundo na luta pelos direitos civis, políticos e sociais. Muitas batalhas foram vencidas. Agora a mulher tem direito ao voto e pode se candidatar, tem direito ao estudo, mas a marca da desigualdade ainda está presente na sociedade brasileira.

Relembre velhas lutas e uma conquista que mudou as vidas das mulheres:

arte_mulheres_amAté 1962, as mulheres casadas só podiam trabalhar fora de casa se o marido permitisse. Isso foi uma limitação imposta pelo Código Civil de 1916.  Ele substituiu a legislação portuguesa até então vigente e, assim, alinhou o país num quadro liberal. Mas isso não significou avanço algum  para os direitos civis das mulheres.

Em troca da proteção do casamento, os elaboradores do Código estabeleceram o homem como o chefe da família. Cabia a ele determinar o lugar de residência da esposa e dos filhos, administrar o patrimônio e autorizar sua esposa a exercer uma atividade profissional fora de casa. Para haver mudanças efetivas, era preciso que as próprias mulheres se mobilizassem. E foi o que as feministas fizeram. Foram à luta.

Em 2013 completam-se 93 anos da ratificação da 19ª Emenda pelo Congresso dos Estados Unidos, no dia 18 de agosto de 1920, o que garantiu a todas as mulheres o direito ao voto, uma das primeiras bandeiras do movimento feminista, que passou a ganhar força nos séculos 18 e 19.

Foi a partir do século 18 que se começou a falar em reivindicação dos direitos da mulher, com o advento do Iluminismo e da Revolução Francesa. Além do voto, as principais reivindicações na época eram educação e trabalho.

Embora muitas conquistas tenham sido alcançadas, hoje as mulheres ainda buscam avanços no que diz respeito aos direitos reprodutivos e proteção da mulher, uma briga já ganha em alguns países, mas que enfrenta rejeição de alas conservadoras em outros, como no Brasil, e em sociedades com tradições patriarcais, como Índia, Afeganistão, Paquistão, entre outros, onde são cada vez mais comuns os casos de estupro, violência contra mulher e desigualdade no que diz respeito a educação e trabalho, comparado com os homens.