Amor Platônico existe? 5 frases e um soneto para explicar esse fato

Amor platônico parece incongruência de linguagem para nós, ocidentais materialistas que, do amor queremos tudo – a pegada, o aroma, o gosto e os frutos.

O termo “amor platônico” vem de Platão, filósofo grego que entendia o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões. Quando se fala de paixões devemos entender qualquer tipo desses arrebatamentos que queimam a nossa alma – da beleza, da posse, da sexualidade! A definição acima, minha, é isenta do peso da definição platoniana, expressa na obra “O Banquete” – que foi um festim ocorrido na casa do poeta ateniense Agatão onde decidiu-se por promover uma discussão onde intervêm diversos filósofos para definirem o que é o Amor, e na qual se conclui que, este sentimento é a expressão do que se quer quando não se tem e também, em sua forma contemplativa, de admiração pela beleza física e intelectual.

Uma passagem do livro que exprime esta definição é quando Sócrates, o mais importante dentre os homens presentes no banquete, ao discursar diz que “sendo o Amor, amor de algo, esse algo é por ele certamente desejado. Mas este objeto do amor só pode ser desejado quando lhe falta e não quando o possui, pois ninguém deseja aquilo de que não precisa mais”.

No discurso de Sócrates, Platão intervém e conceitua o que hoje conhecemos como Amor Platônico, onde, o que se ama é somente aquilo que não se tem.

5 Frases sobre o Amor Platônico

Sempre tem como se escolher frases boas, tanta gente comum, como eu, como você, contando e cantando as loas de um amor platônico, de uma só via (ou de duas, até, mas não assumido, claro) – frases as há de montão, até há “textão” explicativo – mas, cá entre nós, a poesia de um amor platônico é bem simples, singela, direta pois, ele ou é ou não é. Afinal, “Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele” (O Banquete).

Te admiro de longe porque de perto é proibido (Leiliane Gomes)

Amor platônico é tão engraçado. Você ama o outro mesmo sabendo que aquilo é quase impossível, mas é nesse “quase” que você sonha todas as noites. (Carolina Okazachi)

Eu voltei ao jardim da infância. Tenho várias borboletas e um amor platônico. (Dani Leão)

Amor platônico é quando você me olha e meu mundo para. Já o seu continua rodando… (Paty Amy)

E um soneto de um autor desconhecido:

É triste amar em segredo

Sofrer por quem não merece,

Ter que passar por quem ama,

Fingindo que não o conhece.

E você?

E você, filosofias à parte, como sente o amor? Platonicamente, de longe, de sopro e imaginação, na admiração da beleza, interna-extena, um todo que só você vê, que só a você toca?

AUTOR: Alice Branco